Quem Somos

Somos um grupo de profissionais interessados em promover a qualidade de vida de idosos longevos residentes em Porto Alegre.

História

2010 – Criado o grupo de pesquisa com interesse para as questões das pessoas longevas.

2012 – Do grupo surgiu um projeto de pesquisa e dessa forma foi criado o Ambulatório Multiprofissional do Longevo (AMPAL), com atendimento no Hospital São Lucas da PUCRS, junto ao ambulatório de geriatria.

2013 – Devido à dificuldade dos longevos em se deslocar até o Hospital São Lucas, as avaliações começaram a ser realizadas de forma domiciliar.

2014 – O projeto passa a se chamar Atenção Multiprofissional ao Longevo, mantendo a mesma sigla AMPAL. O Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUCRS passa a ser uma entidade filiada ao Conselho Municipal do Idoso (COMUI) e o AMPAL um dos projetos beneficiados pelo Fundo Municipal do Idoso (FUMID).

2015 – O AMPAL conta com um projeto de divulgação vinculado a Assessoria de Comunicação da PUCRS, chamado Longevidade – Viver bem sempre.

Como tudo começou

O primeiro projeto iniciou em 2002, com o Estudo dos Centenários de Porto Alegre. Naquela época a cidade contava com 152 centenários, por isso o projeto envolveu pessoas com 95 anos ou mais.

Por um período de cinco anos o coordenador do projeto ausentou-se de Porto Alegre para adquirir os conhecimentos necessários ao desenvolvimento do projeto atuando como administrador do banco de dados do estudo longitudinal de Baltimore que desde 1958 acompanha o envelhecimento de mais de duas mil pessoas naquela cidade americana.

Ao retornar em 2008, o coordenador teve a oportunidade áurea de participar do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde (PREMUS) que criou o Ambulatório Multiprofissional de Geriatria e Gerontologia (MULTIGER). Essa experiência motivou a retomada do interesse em trabalhar com longevos, visto a importância do trabalho com os longevos observado no estudo anterior. Desde 2003 pouco continuou sendo estudado com centenários. Tão pouco se sabia, em 2008 quantos centenários existiriam. Esperava-se um incremento bastante grande do número de centenários que seriam identificados no Censo de 2010. Entretanto, esse Censo apesar de demonstrar um aumento de quase 80% no número de pessoas acima de 80 anos (longevos), houve uma diminuição do número de centenários tanto no Brasil quanto em Porto Alegre que contava até então com 150 centenários.

Isso despertou ainda mais o interesse do grupo que identificou estar se tratando de um problema de Saúde Pública. Desde então o projeto passou a fazer parte da linha de pesquisa Saúde Pública e Envelhecimento do Programa de Pós-Graduação em Gerontologia Biomédica da PUCRS.

Entre 2010 e 2012, ocorreram duas dissertações e uma tese que observaram dificuldade no apoio social, níveis de funcionalidade preservados, mas não estimulados com baixo nível de atividade física e hábitos alimentares inadequados. (Heloísa, André e Pâmela, respectivamente). Gerando subsídios para procurar mecanismos que melhorassem essa situação, buscamos no DATASUS as causas de óbito dos 93% de centenariáveis identificados no Censo de 2000.

As pessoas que em 2000 tinham 90 anos ou mais de idade e que em 2010 estariam completando 100 anos de vida foram chamadas de “centenariáveis”. Entre as 230 mil mortes identificadas observou-se que 14% faleceram por morte sem assistência e 11% de causas não definidas (diagnóstico inadequado). Assim, o grupo concluiu que a falta de acesso e serviços inadequados foram fatores importantes para que não houvesse o crescimento da população de centenários.

Tentando reverter esse quadro, criou-se no Serviço de Geriatria e Gerontologia do Hospital São Lucas da PUCRS o Ambulatório Multiprofissional ao Longevo (AMPAL), que buscou avaliar o estado de saúde inicialmente com idoso com90 anos ou mais de idade (2012).

Esses longevos foram identificados através da lista de espera do Serviço de Geriatria e Gerontologia do Hospital São Lucas da PUCRS que contava com mais de duas mil pessoas, dentre elas 400 com mais de 90 anos. Entretanto, essa experiência resultou não ser efetiva, pois apenas 22 nonagenários puderam ser identificados e acompanhados. Mesmo diminuindo a faixa etária para 80 anos, o número de avaliados e acompanhados não chegou a mais de 70 pessoas, muito aquém dos 200 participantes projetados inicialmente.

Entre as causas apontadas pelos familiares dos longevos contatados, frases como “necessidade de condução”, “dificuldade de locomoção” foram as principais.

Desta forma, a partir de 2014, buscou-se construir um instrumento que pudesse ser utilizado na avaliação e acompanhamento domiciliar dos longevos, e a partir de agosto de 2014 o projeto passou a se chamar Atenção Multiprofissional ao Longevo, mantendo a mesma sigla AMPAL passando a ser executado em caráter piloto no Centro de Extensão Universitária Vila Fátima (CEUVF).

A partir dessa experiência observou a possibilidade de ampliarmos essa avaliação inicial bem sucedida para toda a cidade através de um projeto que causasse um impacto importante e positivo no estado de saúde dos nonagenários de Porto Alegre com o apoio do Fundo Municipal do Idoso (FUMID).

Com a ampliação do AMPAL espera-se atingir mais de 400 nonagenários, que serão avaliados semestralmente por uma equipe multiprofissional que oferecerá à Atenção Primária em Saúde (APS) um relatório completo do estado de saúde dessas pessoas com as demandas de atenção e cuidados necessários.